TARIFAÇO: DIVERSIFICAÇÃO DE MERCADOS E SEUS DESAFIOS Para que países sua empresa está preparada para exportar?

Tarifaço: Diversificação de Mercados e seus Desafios

Para que países sua empresa está preparada para exportar?

O sabor amargo do tarifaço norte-americano nos faz lembrar de um tempo pouco distante chamado pandemia. Situações abruptas geram desconforto, incertezas financeiras e muito trabalho. Porém, no mundo globalizado em que vivemos, fatores como esses já não podem mais sair do radar de qualquer empresa que realmente planeja ser internacional e explorar oportunidades comerciais no exterior.

Neste momento, após o tarifaço e a medida provisória 1.309 de 13 de agosto de 2025 (Plano Brasil Soberano), tornou-se moda falar em diversificação de mercados, mas erra aquele que acredita que tal diversificação deva ser ativada apenas quando ocorre um tarifaço, uma pandemia, um dumping ou qualquer outra medida excepcional. Esse é um princípio básico de administração de empresas, mas se torna ainda mais crítico no cenário internacional.

A cultura exportadora que visa a diversificação de mercados e clientes é o que faz qualquer empresa se tornar de fato internacional. Conhecer seus concorrentes, os preços que eles praticam, quanto pagam de impostos nos países que você gostaria de vender, as certificações que eles possuem ou qualquer outro fator determinante para o seu sucesso no exterior (e reposicionamento de vendas), tais como: política local, situação financeira do país e dos importadores prospects, comportamento cambial, possibilidades logísticas, etc, é mandatário para qualquer exportador.

Ser exportador não é apenas realizar vendas internacionais. É conhecer como reagir nas situações de imprevistos e ter sua mira direcionada para mercados que podem absorver seus produtos com maior facilidade. Acreditem: o caminho internacional está repleto de incertezas por si só. É preciso conhecer seus funcionamentos para ter uma atuação próspera, sustentável e rentável.

Diante do enorme desafio que diversas empresas no mundo inteiro estão vivendo nesse momento, convidamos os empresários brasileiros a realizarem uma reflexão sobre os próximos passos a serem seguidos, rumo à retomada de suas exportações e, fundamentalmente, à diversificação de mercados.    

Se você é um exportador brasileiro que tinha os USA como seu principal mercado, consegue responder neste momento para onde destinará seus produtos de agora em diante? Está apenas esperando do governo novos acordos comerciais? Qual país no globo representa maior facilidade de entrada para o seu produto? Quanto eles pagam por ele? Sua embalagem está adequada para aquele mercado? Possui as certificações necessárias? Em sua abordagem comercial, você ressalta o quanto pode ser um excelente momento para qualificar um fornecedor brasileiro? Quais são as próximas feiras do país que você gostaria de exportar? Hoje eles estão comprando de onde? Qual o preço do seu concorrente? Existe alguma diferença técnica entre o seu produto e o produto do seu concorrente? Sua logística é melhor e mais rápida do que o seu concorrente?

São tantas as perguntas para um correto direcionamento, que muitas vezes, o empresário desconhece a maioria delas. Em um momento em que agilidade será fundamental nesta corrida por novos mercados, ganhará aquele que conhecer melhor o comportamento e as brechas do mercado externo. Isso se chama internacionalização.

Se você é empresário e exportador para o mercado norte-americano, não menospreze fundamentos essenciais de atuação no comércio exterior. Do contrário, pode não ter sucesso nessa nova empreitada. Sem o caminho certo para o seu produto, você corre o risco de desperdiçar tempo e dinheiro, no momento em que a “curva de aprendizado” , certamente será mais danosa do que em momentos habituais.

De um dia para o outro, as empresas podem ter seu modelo de negócio colocado em xeque. Nada substitui estar preparado para fazer diferente e se adaptar às novas realidades. Essa sempre foi e sempre será a chave para o sucesso.

Com uma visão estratégica, a crise vira uma oportunidade enorme de crescimento.

A decisão de fazer da exportação um canal estratégico de seu negócio, requer consistência, conhecimento e tenacidade. Iniciativas pontuais e/ou “oportunísticas” tendem a não produzir resultados perenes e o custo do aprendizado pode não gerar resultados permanentes.

Renata Grasseschi Dunck renata@rdunck.com.br rdunck.com.br

Alfredo Benito
abenito@unicainvestimentos.com
www.unicainvestimentos.com

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